Você acredita em dom?

23 de agosto de 2010

Bem, lá no trabalho essa é uma discussão que começou a aparecer frequentemente.
Antes de tudo, algo sobre discussão em si. Eu acho que quando se entra numa discussão, duas forças, diametralmente opostas, entram em ação; mas sempre simultâneas, por mais que você não perceba:
1º se você tem uma opinião sobre o assunto, você vai tentar expô-la com o fim de fazer o outro entender o seu ponto de vista. e quem sabe ficar do seu lado.
2º realmente querer se convencer contra a própria opinião. esperar um argumento mágico que faça você mudar de ideia. um deus ex machina das opiniões. esse é bem sútil, mas eu tenho certeza que todo mundo, que tenha a cabeça aberta, sinta.
Outro dia eu vi um livro do Schopenhauer que me interessou, mas como tô com um monte de coisa pra ler pro tcc, resolvi deixar pra depois. O nome é algo do tipo: “Como ganhar uma discussão, mesmo sem ter razão.”

Eu acho que a segunda força é bem verdade pra mim. Mas quando digo isso, me refiro a esperar um argumento realmente convincente. Caso contrário, me mantenho na minha opinião. Por exemplo, eu sempre tive vontade de ver um fantasma ou um ET, mas eles simplesmente não aparecem! E faço um apelo aqui, inclusive. Se você que está lendo morrer antes de mim, por favor me assombre. Por favor. É realmente algo que preciso ver pra crer.

Mas enfim, sobre dom. Quando digo “dom” aqui, estou expandindo a discussão para: “o homem é resultado do meio ou não?”, ou “o homem nasce bom, a sociedade corrompe? ou ele já nasce mau.”, etc. Sempre quis ter uma visão meio cinematográfica, de várias timelines diferentes pra uma situação simples, ao estilo ‘Efeito Borboleta’, na minha vida. Por exemplo, uma vez na escola(tipo 5ª,6ª série) um amigo meu veio querer brigar comigo, batendo mesmo e tal, e eu só me defendi na época, isso porque antes disso eu já tinha uma filosofia anti-briga, eu e meu irmão nunca brigávamos, e etc…E eu fico pensando, e se eu tivesse brigado ali naquele momento, que é um período meio de formação do que você vai ser, seria eu a mesma pessoa hoje? Eu nunca briguei com ninguém na vida, poderia ter sido a primeira e nunca mais. Ou se eu e meu irmão tivéssemos o costume de sair na porrada em casa, isso poderia me pre-dispor a uma briga com esse meu amigo, e com isso gerar “a primeira de muitas”. E com certeza eu não seria a mesma pessoa. Isso tem muito a ver mesmo com efeito borboleta, e a teoria do caos, enfim. Mas sei lá, eu posso estar enganado, mas creio que, desde que estamos na barriga de nossas mães, recebemos diversos estímulos aleatórios do mundo, e isso nos faz caminhar pra alguma direção pra enfrentarmos novos estímulos direcionados, e talvez mais alguns aleatórios pra tomarmos quem sabe outro rumo e etc…Claro que tudo isso meio que já conduzido por questões do DNA, questões físicas e etc.
Acreditar em dom, pra mim, seria como acreditar em destino. Isso é fora de cogitação. Como acreditar no ‘amor verdadeiro’, como se o amor não fosse uma construção de dois seres se encontrando em suas aleatoriedades. Seria como negar a importância da educação. Não posso acreditar que um bandido nasceu pra ser bandido, que se ele é um bom bandido e enganador, é porque ele nasceu com a maldade. O cego nato não nasceu pra andar bem melhor no escuro do que os outros. Ele nasceu cego! Por isso com o tempo desenvolveu outros sentidos. Acreditar em dom é limitar as possibilidades de mudança, limitar a influência das pequenas coisas sobre nós.

Por exemplo, se por um lapso temporal não tivessem inventado o futebol. O Pelé seria bom em que? Quantas coisas ainda estão por ser inventadas e criadas, e isso nos faria hoje pessoas com um dom de algo que não existe ainda? Ou só nascemos com dom pra algo que já existe? Tipo existe uma regra na distribuição do dom?

Mas é bom deixar claro. Estou levando em consideração as questões físicas do DNA e tal. Nisso há mesmo uma pré-disposição física, que pode gerar um favorecimento de alguns perante outros. Se não pode parecer um Lamarckismo > Darwinismo. E Darwin roots!

Aliás, essa questão de dom, sempre está ligada a juízo de valor. O que por si só já mostra uma questão de gosto, ou seja, relativo. Se dissermos que o tal menino “novo monet” tem o dom da pintura, já estamos dizendo que a pintura que ele faz é boa, mas isso é questionável; pois ele só usou uma técnica já conhecida, pra reproduzir uma estética conhecida e apreciada por alguns. É uma fórmula desenvolvida que faz sucesso no “jogo” da arte, do consenso do belo, em questão. Assim como Pelé desenvolveu uma técnica que fez sucesso no jogo dele.

Mas enfim, essa parte acho que é meio consenso a maioria acreditar. A dúvida então é pontualmente na formação. Você acredita que as nossas escolhas são meio que aleatórias e influenciadas por fatores externos a nós? Ou você acha que nascemos pré-dispostos internamente a seguirmos algum caminho? Se possível responda no comentário. Gosto sempre da discussão, e como disse antes, gostar de discussão é ter em si uma força contrária, esperando um bom argumento que te faça mudar de opinião. E quero ver ET! Cadê?

r-evolução

28 de junho de 2010

Eu sempre esqueço qual é o nome da música, e consequente refrão, do Pearl Jam; eu não lembro se é “its evolution, baby”, ou se é “its revolution, baby”. [procurando no google... e descobrindo que é 'evolution']
Estive pensando outro dia sobre essas duas palavras, e suas pequenas diferenças. Graficamente uma tem uma letra a mais, um R no ínicio. Semanticamente, apesar de serem diferentes, existe algo que liga as duas; dentre várias definições, ambas representam um ato ou efeito causado, de certa relevância, durante um período. Lembro que na escola o professor de História era muito taxativo quanto a definição de revolução, ele dizia: “Revolução é quando se alteram as bases. Onde a base se torna o topo.” Durante muito tempo achei que isso era algo realmente assim, taxativo. Mas depois entendi que na verdade essa era uma definição matemática da palavra, tentando se colocar numa aula de Revolução Francesa, e que isso só era um jeito didático de entender.
Essas duas palavras, apesar de representarem processos ou períodos não-pontuais, devido a sua importância e pra fins didáticos, são memorizadas como se fossem pontos. O ponto da revolução francesa é a tomada da bastilha, por exemplo, e apesar de ser pontuada assim, rolou durante um processo. Nomear as coisas também, de certa forma, é pontuar algo impontuável. Quando eu falo que aquele objeto é uma Laranja, é criado um conceito padrão sobre ela: uma fruta que serve pra comer e tal…Mas sei lá, ela é um objeto qualquer. Pode servir pra fazer uma guerrinha de frutas, hehe, pra fazer malabarismo, etc…Ela tem vários potenciais, ser “A laranja” é só uma de suas resoluções possíveis.
Mas enfim, pensando sobre as duas palavras, e ao mesmo tempo pensando sobre a ‘linha do tempo’  da minha vida, comecei a tentar pontuar momentos importantes como: “evolução” ou “revolução”…isso é basicamente restringir esses momentos a alguma melhora ou afirmação de algum rumo que se seguia, e alguma mudança do caminho que se ia seguir. É bemmm restritivo mesmo esse tipo de pensamento, mas é uma reflexão legal. Uma revolução pode ser uma pessoa que você conheceu, um filme que você viu, etc…Evolução pode ser, sei lá, algum momento que aconteceu e fez você reforçar um caminho já tomado, por exemplo: “Nossa, eu fiz a escolha certa nesse curso da faculdade.”, ou qualquer coisa que te faça perceber e melhorar algum aspecto da sua vida. Então enfim, ao estilo dos “event scores” do Fluxus, segue essa dica:
“Pegue um papel e uma caneta
Inicie desenhando um ponto que representa sua primeira memória de infância
Pense no ponto seguinte que foi importante na sua vida
Trace uma linha reta até ele, se for uma evolução, e uma curva se for revolução
Coloque nomes nos pontos”

Enfim, só escrevi isso aqui pra deixar a reflexão, fazer isso nem deve ficar tão legal, haha. Mas ficou a referências dos ‘event scores’, que é dos anos 60. Foi o ínicio da “arte participativa”, junto com hapennings, e formas em geral do público se transformar em autor. A Yoko Ono fez muitos desses ‘events’, inclusive um livro dela(Grapefruit) inicia com “queime esse livro após ler.”, que é uma primeira instrução de várias contidas no livro.

Esse é a instrução que gerou a obra participativa da Yoko Ono que ilustra esse post:

Wish Piece by Yoko Ono (1996)

Make a wish
Write it down on a piece of paper
Fold it and tie it around a branch of a Wish Tree
Ask your friends to do the same
Keep wishing
Until the branches are covered with wishes

E que você esteja pronto pra suas (r)evoluções. :)

Sobre cachorros e gatos

4 de junho de 2010

Tenho uma teoria sobre cachorros. Eu não gosto deles, e como já comentei com algumas pessoas, eu descobri que eu gosto só dos cachorros que se parecem com gatos. Aqueles que não latem, e ficam no seu cantinho, e muitas vezes tem até medo de você se aproximar. Aliás, muita gente fala: “nossa, eu sou muito parecido com meu cachorro!”, mas na verdade as pessoas se parecem mesmo é com os gatos. Quem é que conhece a pessoa pela primeira vez e age como um cachorro? 1) avançando e gritando com ela. 2) avançando, lambendo e mordendo ela de brincadeirinha(?). Ninguém faz isso. Todo mundo age igual um gato, fica meio de soslaio, da um oizinho discreto, e finalmente chega perto.
Mas enfim, isso é uma viagem.

Partindo pra outra mais legal, a minha teoria, que na verdade nem é uma teoria, é só uma mudança de olhar. Da visão humana para a visão do reino animal. Eu acho que os cachorro são os grandes traidores do reino animal selvagem. Sim, por que imagina, o ser humano destrói as florestas, destrói os rios, destrói tudo, e o cachorro continua sendo fiel a ele. Enquanto os bichos selvagens não, eles atacam, porque sabem do perigo! haha. Tipo, é até engraçado, tenho certeza que já vi alguma matéria sobre um cachorro que virou herói por ter lutado contra um lobo(ou algum bicho do tipo) e salvou uma criança. Eu consigo imaginar o diálogo:

Lobo: “saia da minha frente, cachorro! você nos traiu, mas deixe o caminho livre pra nós destruirmos esses humanos.”
Cachorro: “jamais! estou com eles. Afinal, é conveniente pra mim, tenho ossinho falso, ração e carinho.”
Lobo: “Roar!”
(briga)

Sou péssimo em diálogos =[, parece tirado do he-man . Mas enfim, quem é o herói? O cachorro que salvou a criança? Porque realmente o ser humano é que é muito bonzinho, né? e os animais são maus!
E os gatos, amigos, são espiões dos animais, só observando o comportamento humano e preparando a revolução. E tudo bem pra mim, por que no final eles é que têm a razão.
E pra mim isso tudo é muito real(será que estou sendo irônico? haha. nem eu sei)

Enfim, isso tudo só pra dizer que pra mim: Gatos > Cachorros :)

Modelo

4 de junho de 2010

Twiggy

Como disse no post anterior: enquanto eu assistia Lost ao vivo por um site que transmitia um canal estadunidense, mais do que pensar sobre o que acontecia com o final da série, uma coisa me chamou muita atenção. Os comerciais de lá são muito bons. Todos! Quero dizer, visualmente e tecnicamente falando. Percebi que o pior comercial era comparável ao melhor comercial daqui. Eu via todos eles e quase 90% eu poderia dizer: “esse comercial é perfeito!”. Perfeito. E isso me deixou um pouco mal. Não por eles serem ‘melhores’, porque são mesmo e isso não é um problema. Fiquei mal pela definição de ‘muito bom’ e ‘perfeição’ que eu tenho. Que todos nós temos. O que acontece é simples, eles dominam o mundo por quase um século já. E o aparecimento e/ou ampliação da publicidade, da televisão, do cinema, etc, coincidiram com o crescimento e dominação deles. Isso é um fato. E o que resulta disso: Modelo! É um sentimento muito ruim que se passa quando você percebe isso. Hoje em dia quem produz algo, sobretudo em imagem e/ou aúdio está com uma influência, quase indissociável, do que os estadunidenses produzem ou produziram. É como se vivêssesmos uma grande mentira sem perceber, tentamos alcançar um ideal(o modelo americano) que jamais conseguiremos, e não por incompetência, mas porque foram eles que criaram esse modelo, portanto eles têm todo o conhecimento pra produzir com perfeição aquilo que criaram.
Mas enfim, isso da coisa estadunidense ou americana é só a ponta do iceberg. Porque na verdade, isso ocorre em tudo na vida. Somos nós, sempre buscando consciente ou inconscientemente modelos ou pequenos fragmentos em coisas que vimos, pessoas que achamos legais, modos de agir e etc, em busca sempre de um modelo ideal nunca alcançável. Somos um grande frankstein. Como diria alguma linha do clube da luta: “Copy of a copy of a copy of a copy of a copy…”
Inclusive, eu tive agora que criar um nome pro post, ao escrever ‘Modelo’ me veio na cabeça as modelos de Moda, ou de fotografia e etc…E é exatamente o que elas são. Assim como os super-heróis são modelos que as pessoas tentam copiar consciente ou inconscientemente(vou repetir isso mil vezes). Você acha que engana alguém quando diz: “eu tenho personalidade!”. Não tem! E inclusive você está copiando essa frase de alguém, porque um dia você viu alguém dizer isso e virou uma cópia tentando ser uma não-cópia.
Em arte(na verdade é uma classificação de Ezra Pound sobre escritores, mas vale) é dito que existem: inventores, mestres e diluidores. Acho que isso pode se refletir pra todas as áreas, inclusive comportamento. E tudo isso tem um pouco a ver com os memes. Mas enfim, chega disso por enquanto. ;)

D’end thend the end

25 de maio de 2010

Se você não assistiu o final de lost, e quer ter o mistério preservado não continue lendo. Ou leia também, você que sabe :]

Então Lost acabou. Fim digno pra uma série que meio revolucionou o mundo das séries. Sim, surpreendeu a todos o final, exatamente pela coragem de colocar um final tão especulado e esperado. É tipo surpreender pelo óbvio. Mas isso pensando no final somente como final, como explicação, e Lost foi muito mais do que isso. Desde a primeira temporada, a série se mostrava claramente sobre “as pessoas”. Falei isso pra um monte de gente nessa última temporada, e o final só reforça isso. Uma série de múltiplos personagens numa ilha, onde cada episódio focaliza um personagem específico e seus conflitos dentro e fora da ilha, só poderia resultar nisso: um final sensível e emocionante, no sentido amplo dos conceitos, que deixou claro que as perguntas sobre “o que é a ilha? o que eles fazem aqui?” sempre foram na verdade uma grande metáfora de todos nós diante da vida. E sei lá, se não há respostas para teorias da ilha, tenho respostas para teorias do por que gostar ou não gostar de Lost. Além do fato de como cada um viu a série, tem a questão do repertório de cada um ao receber um final como esse. Eu que sou um puta fã de Donnie Darko e de filmes do gênero gostei. Aliás, fica a dica para um filme que chama “The Believer” que a última cena me lembrou o final de lost também, e também o filme japonês “After life”.

Mas enfim, vou tentar ser breve sobre o que eu entendi. Existem 2 fatores que estão sendo decisivos pro modo que eu estou entendendo(porque provavelmente vai evoluir ou mudar na minha cabeça). Mas basicamente meu entendimento é um final aberto de várias interpretações, e imagino que essa foi a intenção mesmo.

1º a Kate fala pro Jack quase no finalzinho: “Senti tanto a sua falta”, que quer dizer que ela conseguiu sair da ilha e viveu por alguns anos, enquanto Jack morria por lá na ilha. O que mostra que a realidade paralela lá era tipo um purgatório, no qual eles deviam “let go”(legal que eu não achei nenhuma palavra pra traduzir esse ‘let go’ no sentido que quiseram passar) na hora certa, e que lá não existe aqui ou agora, como disse o pai do jack, porque todos morrem um dia e naquela situação todos estavam mortos, mas cada um teve sua hora de morrer, estavam mortos no seu tempo.

2º A coisa cíclica, daí entra o Donnie Darko, The Believer e After Life. A primeira cena da série inteira é o Jack abrindo o olho deitado no bambuzal, o Vincent acorda ele com uma lambidinha na cara, e ele tá com um machucado na barriga. O final da série é o Jack caindo no meio do bambuzal, com um ferimento no mesmo lugar, deitado ele entende e percebe o ciclo quando o Vincent surge da floresta e lambe a cara dele, ainda tem tempo de olhar pro avião do pessoal cruzando o céu e então fecha o olho. Nesse caso, ficou aberto se a ilha é um eterno retorno, do qual ele se liberta na realidade paralela com “let go”, ou se foi uma realidade mesmo, já que ele morre e a Kate e o pessoal do avião sobrevive, o que volta pro ítem 1.

Enfim, os dois pontos citados são antagônicos, mas estão bem fiéis ao que foi mostrado, ou seja, o final parece totalmente aberto mesmo. Mas enfim, nem tem muito que ter uma super explicação, e isso é o legal, inefabilidades. E é isso que eu quis dizer com um final sensível. E sei lá, quem não gostou do final da série provavelmente não soube entender do que ela se tratava, e acabou tropeçando nos próprios obstáculos criados para entender.

Blé, no próximo post vou escrever algo que vai contra “assistir coisas americanas”. Que acaba me contradizendo, haha. Mas enfim, foi algo que pensei durantes os comerciais da TV americana, enquanto assistia Lost. Controverter a si mesmo é sempre bom :]

de olhos para o afeto

27 de abril de 2010

= )

É fantástica a nossa capacidade de lembrança quando se trata de amizades. Parei pra pensar, e é bem pertinente a lembrança que se tem de algumas pessoas, tipo você quase lembra perfeitamente do rosto, do sorriso, das expressões, dos gestos, da voz, da risada…E isso me faz pensar que enquanto você está com a pessoa, apesar de parecer que você está 100% atento a conversa, na verdade muito de sua atenção está em background observando e decupando tudo da outra pessoa. Ou talvez isso só aconteça pra pessoas mais ligadas a alguns detalhes como eu, haha. Mas enfim, a condição humana é incrível, guardar detalhes afetivos na mente é como um hamster guardando comida na bochecha.

Inri Cristo

24 de abril de 2010

Juro que não sou cristão, mas eu curto discutir esse tema porque estudei da primeira série ao terceiro colegial em uma escola luterana. Enfim, só quero deixar registrado aqui o meu apoio total a genialidade do Inri Cristo. Genialidade no caso, que provalvemente nem seja intencional dele. O fato é que ele criou uma puta auto-crítica ao cristianismo, e as pessoas caem, todas. Veja só, o jesus cristo verdadeiro nasceu lá no celeiro(algo do tipo), daí vieram os 3 reis magos e bla bla bla bla. Muitos anos depois ele começou a dizer que era filho de deus, e veio com discípulos que confirmavam a história e seguiam ele e tudo mais. O que aconteceu? Muitos duvidaram, e até por isso foi crucificado e morto. Agora vem a pergunta, qual a diferença entre Inri Cristo, e o Jesus Cristo verdadeiro? Parece-me que jesus prometeu que voltaria(ao estilo Jason) e que julgaria a todos, Inri Cristo poderia ser essa volta, de fato.

O que eu quero dizer é que hoje as pessoas sabem de toda história de jesus e tudo mais. Mas será que essas pessoas de hoje, sem saber da história, colocadas naquele tempo iriam acreditar em Jesus? Eu acho que Inri Cristo põe isto em xeque sem querer…As pessoas provam que só acreditam na doutrina cristã, porque é fácil acreditar naquilo que é distante no tempo, naquilo que é tradicional, visto que provavelmente elas teriam a mesma postura diante do verdadeiro jesus que tem com Inri cristo. E se elas argumentarem que Inri cristo não faz milagres e Jesus fez, prova que elas não tem fé, elas têm medo. E o Medo é a chave da maioria das religiões.

Enfim, então, pra mim, a única diferença entre Jesus e Inri Cristo são uns 2000 anos. E o que eu quero dizer com isso é que Jesus foi um Inri Cristo que deu certo, e não o contrário.

Espero que seja a última vez que escrevo sobre religião cristã, e que deus me perdoe por não acreditar nele. :)

cyberpunk, steampunk, biopunk…e cyberpunk

24 de abril de 2010

O último post terminou com cyberpunk. Esses termos são bem legais. Eu acho que todos esses termos surgiram do cyberpunk, que é a projeção de um futuro de uma sociedade de alta tecnologia, com super corporações no poder, e etc…No caso do steampunk, geralmente são exploradas características do século 19, mas acaba sendo um termo utilizado para histórias onde se deslocam paradigmas de invenções. Colocam por exemplo existência de telefones, computadores, aviões e etc, num tempo(e portanto também estética) diferente do tempo da criação deles na história ‘real’. De biopunk só conheço o exemplo do filme Gattaca, que é uma sociedade onde todos já são mapeados completamente pelo seu DNA antes mesmo de nascer. Todos esses temas são legais porque tocam no ponto da “5ª dimensão” que escrevi em outro post, que é o “e se…”

A idéia da probabilidade é demais, a coisa de que cada segundo da sua vida tem um potencial de gerar mil coisas diferentes. Por mais sutis que sejam 2 formas diferentes de dizer algo pra alguém, cada uma terá provavelmente um resultado diferente a longo prazo. E nem há muito o que lamentar se você sente que não fez a melhorar decisão, porque no segundo seguinte já se abrem outras mil possibilidades…Mas no final, todos são para alcançar lugar nenhum. Tudo é um grande ciclo, você depois de um certo ponto só quer perpassar de novo por sentimentos dos quais já viveu, ou que projetou baseado em algo. Você só quer atualizar sensações, atualizar tanto no sentido de renovar o que já sentiu, quanto tornar palpável algo que era somente virtual.

Enfim, o título do post é baseado(só formalmente) em um filme que eu nunca vi, mas que o título eu acho muito bom, e que tem um pouco haver com essa coisa de ciclo: “Primavera, Verão, Outono, Inverno…e Primavera.”

Depois escrevo um post específico sobre algum filme desses gêneros aí do título, só pra deixar registrado algum pensamento mais longo.

o botão vermelho

11 de abril de 2010

Desconfio que o temido botão vermelho não será a ativação de uma bomba. A evolução da tecnologia apesar de muito boa, carrega consigo o grande fardo da incerteza. Pensei hoje sobre o simples ato de entregar um bilhete pra alguém nos dias de hoje mesmo, um papelzinho rasgado dum canto de uma página. Simples como uma carta de amor. Está ali o papel deformado pela força aplicada e peso da tinta, do recado, e dos sentimentos e planos em sua forma material.

Eis então a tecnologia com nanochips ou sei lá o que. O medo. Poderia futuramente um nanochip abrigar-se junto ao peso da tinta de uma carta de amor. Carregaria um GPS, ou mil coisas que não me vêem a cabeça, sem ter a antiga inocência da representação de um código em tinta. Ninguém confiará em ninguém, o contato físico estará cada vez mais fadado a desaparecer. O medo do invisível será iminente. Todos se comunicarão e viverão salvos em suas cabines privadas e conectadas. A máquina e a própria rede de conexões dividirão a importância com o ser humano em sua existência. Você precisará instalar um anti-vírus em seu corpo, e atualizar todos os dias. E a escolha foi puramente do homem, quando deixou de ser um simples animal e criou a ferramenta. É interessante como não vemos o sentido oposto de muitas coisas. Se dizem, na doutrina cristã, que “Deus fez do homem a sua imagem”, podemos dizer também que o “O Homem fez de Deus a sua imagem”…e no caso da técnica também podemos dizer que o “Homem fez da técnica a sua imagem e necessidade”, e a “Técnica fez do homem a sua imagem e necessidade.”…Seremos escravos da nossa própria criação.

E então quando a relação homem-máquina-rede estiver totalmente fundida, o botão vermelho será acionado. Não sendo uma bomba, como pensado na iminência da guerra-fria, será um interruptor de luz, nessa iminente distopia cyberpunk.

Testando Prefeitura 123

29 de março de 2010

Será que funciona mesmo?

Bem, quinta feira é um dia em que eu vou pra aula a pé, 1 hora de caminhada matinal. Que valem a pena pelo vento, e pelos pensamentos no caminho. Eu queria poder fazer isso todo dia, e talvez eu faça quando inaugurar o Metrô Butantã, que acontecerá provavelmente em Agosto/Setembro.

Mas enfim, no meio do caminho me deparo com um pequenito problema. Existe um terreno do Carrefour(tem uma placa deles) vazio e  mal cuidado. O mato lá já tá meio invadindo a calçada, o que já atrapalha um pouco a passagem. Além disso, como não existe manutenção da área, somado ao fato de que é uma região em declive, juntam-se na calçada poças enormes de água + lodo escorregadio ao estilo das melecas que o Macaulay Culkin(tive que procurar no google pra ter certeza) jogava nas armadilhas. Enfim, é impossível andar na calçada por uns 50 metros, daí tem que andar pela rua, e é meio perigoso quando tem muito carro.

Daí lá fui eu testar minha cidadania e enviar um email pra prefeitura avisando e tal. Descobri que existe até um sisteminha bonitinho de S.A.C., agora vamos ver quanto tempo demora. Qualquer dia eu vejo se tiro umas fotos de antes e depois, se houver o depois.

****Pra deixar registrado que eles já limparam lá o matagal, só que a calçada continua meio alagada =/…mas enfim, cumpriram o que foi solicitado, só espero que eles tenham anotado lá que a condição da calçada ainda tá ruim. Mas é isso ae, quem tiver alguma reclamação a prefeitura, faça, que talvez funcione como a minha funcionou: http://sac.prefeitura.sp.gov.br

***fotos

Geral da calçada

Poça e lodo