Morte

1 de outubro de 2009

A morte é uma coisa fantástica. Porque se você parar pra pensar é algo que será vivenciado sempre pelos outros, como situação. Quando você morrer, você vai morrer e nem vai se importar com isso, a situação da sua morte será algo relevante somente para os outros. Você pode presentir sua morte, mas nunca irá senti-la.

Pois é, e daí a gente vai morrer e  tal. Imagine, num segundo você está vivo, no outro já não existe mais nada. Nada. Eu acho que essa palavra só deveria ser usada em relação a isso. Nunca nada é nada, a não ser a pós-morte. Tipo, bizarro a morte. Porque não é uma questão de você vai ver tudo preto, NÃO! será nada. Não será algo parecido com o dormir, porque não é um estado de insconsciência, e sim um não-estado. É o nada.

Muita gente fala: “Ah, eu quero morrer dormindo.”. NÃO. Eu não quero, eu nunca morri dormindo pra saber se no momento exato da morte, eu simplesmente passo do sonhar para o descanso eterno. Quem me garante que antes do momento da morte, a pessoa não acorda, fica sem ar desesperada e aí então morre?

E eu quero saber o momento da minha morte, pensar no amor e tal, como se num último suspiro pudesse encaminhar o resto das minhas energias pra alguém ou algo.

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