where is my mind?

1 de outubro de 2009

Eu queria ser um anjo.

Então, é engraçado. Acho que eu sempre vivi em terceira pessoa. Como se eu nunca estivesse tão presente em mim, mas sim presente na relação entre o eu, e o meu redor. Mas eu vejo em primeira pessoa, o que é chato pensando na possibilidade de poder enxergar em 3ª.

Bem, eu posso dizer com certeza, e sem pretensão de me achar superior(se é que isto pode ser considerado algo bom) aos outros por isso, que eu tenho um ego do tamanho de um grão de milho. Amarelo inclusive. E eu acho que é muito por esse fato d’eu não ter uma ligação muito forte com o eu, eu me sinto sempre uma espécie de narrador de alguma história. É como se eu tivesse preso no meu corpo só pra ver o que os outros fazem.

E isso me faz entender o porque do meu desejo de ser um anjo. Seria tão legal. Se tivesse Anjismo no guia do estudante eu teria escolhido. Especificamente um anjo da guarda. Eu gosto de ver os outros sorrirem, e escolher alguém especial e poder ajudar com o que puder para fazê-la sorrir seria demais. Mas eu não quero exatamente que a pessoa sorria pra mim, eu só quero vê-la sorrir. É igual dar lugar pra alguma pessoa no ônibus/metrô, o legal é você nem sentar, ou sair antes dela te ver sentado, ser educado não está ligado a receber agradecimetos, mas a ser educado mesmo. Ser um anjo não é querer o bem pra te sorrirem em troca, é fazer apenas para ver sorrir mesmo. Por isso quero ser um anjo, sem querer ser bombeiro, ou assistente social. São coisas legais também, boas e tal. Mas não é o que eu queria exatamente.

Mas eu gosto da minha vida. Tá legal e tal. Eu sempre acho em tudo um motivo pra sorrir, mesmo nas coisas ruins. Talvez eu tenha um bom anjo da guarda :) …ou eu seja meu próprio. Eu em 1ª e 3ª pessoa.

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