
zoio grande
O que nos é apresentado durante nossas vidas são sempre como as sombras projetadas no fundo da caverna. Estou fazendo uma aula de teoria da comunicação digital, com um professor muito bom e engraçado, Massimo Di Felice. Durante uma aula ele explicou a mudança de paradigma da relação do homem com a sua forma de enxergar e vivenciar o mundo. Galileu apontou o telescópio, um invento recém descoberto, para o céu noturno, e então viu o que ninguém havia percebido, planetas, estrelas. Enfim… Isso foi definitivamente um marco, o homem com auxílio de um instrumento agora poderia transcender sua limitação corporal, passando a enxergar o mundo de uma nova forma, e sobretudo desconfiar da sua antiga e limitada captação passiva.
Muitos anos depois entra em ação um outro personagem, tão curioso sobre a vida quanto Galileu. Eu. Enquanto Galileu antes do telescópio observava a escuridão do céu apenas com pequenos pontos brilhantes, eu acordava cedo na minha antiga casa do Campo Limpo, olhando pra janela e observando quase no mesmo nível a frente das casa da pequena favela que havia atrás do meu prédio. Passei muitos anos pensando que havia apenas uma linha de casas na minha frente. Até o dia em que eu descobri o Google Maps, quando digitei o nome da rua que apontaria pra minha casa, foi quase como Galileu apontando o telescópio pro céu. Um disparo de olhar que mudou completamente a minha visão sobre aquilo que eu olhava mas nunca percebia. O Google Maps me ensinou que atrás da casa que eu via de frente, existia outra, e atrás da outra, outra, e outra, e mais outra…E o mais curioso é a relação inversa disso, enquanto Galileu olhou pro céu com um instrumento pra ver o que não percebia normalmente, eu usei um instrumento que do céu me mostrou na terra o que eu não percebia normalmente.
Não sei, mas fiquei pensando muito sobre isso durante a minha caminhada matinal de quinta-feira, e sei lá, achei que tinha um pouco haver com o mito da caverna também essa história. Tanto Galileu, o Google Maps, quanto o Mito da Caverna tem haver com o nosso olhar sobre as coisas. Sobre que toda a verdade do mundo está posta diante, entre e dentro de nós, e com os nossos 5 sentidos que postei anteriormente temos a falsa impressão de que compreendemos tudo, sem na verdade perceber muita coisa. Como diria Raul Seixas: “é você se olhar no espelho e se sentir-se um grandessíssimo idiota, saber que é humano, rídiculo, limitado e que só usa 10% de sua cabeça animal.”
E sei lá. Semana passada tive conjuntivite, e isso tem haver com o olhar também. =p

Esses três fatos só me fazem pensar em uma coisa, Judas entregou Jesus pensando em criar uma revolta no povo oprimido. “Ih mano, cataram Jesus. Vamo revoltá!” passeatas com “Justiça! Justiça! Justiça!”. O que não aconteceu, eles simplesmente viram o cara ser crucificado. Lembro de ter criado essa teoria na escola ainda, depois descobri que havia essa vertente, talvez tenha me influenciado ter assistido a um filme no qual mostrava Judas falando sobre a população e a relação com o governo e tal, mas enfim, só sei que ler especulações parecidas com a tese que criei, só reforçaram que isso é uma argumentação válida. Judas foi o primeiro esquerdista revolucionário da história! Era a silhueta do rosto dele que deveria estar por aí nas camisetas, com certeza. Então posso dizer também que a ingratidão com Judas é maior do que a que dizem que o ser humano teve com Jesus. Além de todo aspecto que expliquei aqui. Ele era barbudo. Ou seja, fato.

Mais um filme do Studio Ghibli, dirigido pelo 




