Hanami 8

5 de janeiro de 2010

É legal essa menina falando "the shadow dance"

Tá passando um filme agora no Espaço Unibanco, chama Hanami – Cerejeiras em flor. Assista que vale a pena. Eu assisti na mostra de 2008, é bem bonito. =}
Palavras chaves do filme são mais interessantes: casal velhinho, velho rabugento, velhinha boazinha e sonhadora, alemanha, morte, japão, butô, monte fuji.

Eu lembro que chorei, hahaha. Eu assisti aquele filme japonês  ’A Partida’ outro dia no cinema, e tipo é engraçado que no final do filme eu ouvi uns solucinhos, haha…e analisei e as três pessoas chorantes eram tipo japonesas de meia idade, sendo que nem é um filme tão emocionante. Esse Hanami é muito mais intenso e tal. Assista.

A diretora e roteirista é Doris Dörrie, nem conheço, mas é bom deixar registrado. =]
Link do filme no IMDB:
http://www.imdb.com/title/tt0910559/

minhas férias com o torrent #2

26 de dezembro de 2009

Assistido:
- the box (2009) esse é novo! do mesmo diretor do donnie darko. é legalzinho, apesar de não ser um donnie darko da vida. tipo, eu vi os 3 filmes desse diretor (Richard Kelly), e ele parece querer ser o novo David Lynch, só que menos ‘do mal’. são tipos de filme que as pessoas não gostam porque não entendem. mas são tipos de filmes que não feitos para serem entendidos do modo convencional, e sim interpretados. enfim, acho que é mais divertido o processo da sua cabeça virar um apêndice do filme, do que assistir um filme como se fosse cagar, mijar, comer, etc…

- la cite des enfants perdus (1995) é do jeunet, diretor de amélie poulain. a maioria dos filmes que estou vendo são pra fazer a rapa nos diretores que eu acho bacaninhas. Esse é meio tosquinho, mas a fotografia é legal e tal. História meio surreal também e meio natalina. Tem anões e o ator que fez o hellboy. =} É isso…

Ainda vou assistir:

- boogie nights, sempre quis ver, depois que descobri que é do diretor do sangue negro fiquei com mais vontade ainda =B…
- punch drunk love, também do paul thomas anderson.
- Lock stock and two smoking barrels, indicação da patrícia.
- Human nature, indicação da patrícia.

bonus das férias foi baixar a discografia do jimi hendrix, alguma coisa do john cage e do philip glass.
philip glass =b

minhas férias com o torrent

22 de dezembro de 2009

chinatown
blade runner
reservoir dogs
jackie brown
death proof (3 hits – tarantino combo)

e continuará…
La teta y la luna
deer hunter
f for fake
the third man
koyaanisqatsi (isso é um filme mesmo, não uma risada web)

Trabalho da faculdade divertoso

6 de dezembro de 2009

Lembrança do que sempre quis ser

29 de novembro de 2009

Outro dia eu tava lembrando das coisas que quis ser quando era menorzinho :) …Quando muito pequeno como a maioria dos meninos, eu quis ser jogador de futebol, mas isso passou rápido já que eu nunca via nenhum japonês ou descendente no futebol brasileiro que deu certo, mas acho que eu conseguiria ser um bom volante se tivesse treinado e tentado essa vida, hahaha. Enfim, 3 coisas basicamente eu quis muito ser, e o engraçado é que são bizarras. Primeiro era Pizzaiolo, eu gostava de ir numa pizzaria do Campo Limpo que chamava Nalenha, lá tinha aqueles vidros que dava pra ver o cara montando a pizza, eu ficava me apoiando na muretinha pra ver ele fazer e aprendendo as técnicas, foi o meu primeiro querer ser. Aprendi a fazer massa de pizza e tal, já fiz algumas, mas ainda preciso testá-las em um forno a lenha um dia. O segundo foi meio que junto desse, eu tinha um livro de origami e adorava ficar montando alguns, na época me bateu uma luz de pensar: “serei um origameiro profissional!”, hoje em dia só sei fazer um balão-caixa. E o terceiro era projetista de cinema, que foi um pouco mais recente, agravou-se depois que eu assisti Cinema Paradiso.
Hoje em dia eu já faço planos malucos de o que quero ser quando estiver bem velhinho. Quero 3 coisas, um bonsai, um jabuti e trabalhar como dublador de desenhos animados e/ou filmes de sessão da tarde.

Enquanto isso vou vivendo minha vida não menos interessante. E descobrindo que as melhores coisas são as que caem do céu, o que inclui a chuva. =)

Acho que eu sou uma das poucas pessoas dizem: “eu gosto de chuva” e de fato gosta de tomar uma chuva de verdade.

My Kid Could Paint That (2007) 7

28 de novembro de 2009
my_kid_could_paint_that

pôster legal :)

Primeiro darei mais ou menos uma sinopse sobre o filme. Uma menina de 4 anos de uma família normal começa a pintar quadros abstratos e passa a ser uma celebridade e sucesso de vendas no mercado de Arte. Sim essa é uma sinopse porca.

Mas o documentário levanta muitas outras coisas. Inicialmente sobre “Arte Moderna”, como o próprio diretor diz dentro do documentário, depois passou a ser sobre “o poder da mídia”, e por fim passou a ser um pouco metalinguístico, onde se discutia no próprio documentário o que é contar uma história imparcial, impossível é claro, sempre há um ponto de vista. Até no filme, uma jornalista comenta sobre o documentário: “vai ser uma história sobre como contar uma história.”, e um crítico de arte: “Esse seu documentário vai de certa forma ser uma mentira. É a sua construção dos fatos.” Não sei exatamente se é uma mentira. Desse modo só há mentiras, e a verdade seria algo inalcançável. Prefiro pensar que todas pequenas verdades contribuem para uma verdade maior, como os quadros cubista de várias perspectivas formando uma única representação. Enfim, a grande polêmica do documentário é sobre a veracidade da autoria dos quadros, se o pai interferia ou não.

Os quadros da menina foram vendidos por 25.000, 10.000 doláres, é muita grana. E essa coisa dos preços da arte é o que fazem as pessoas acharem Arte um absurdo. Existe uma grande diferença entre a Arte e o mercado de Arte. Existem obras que tem seu valor pictórico, existem obras que tem seu valor histórico e existem obras que tem seu valor de mercado. As vezes as três coisas estão juntas, outras vezes não. A pessoa vai a um museu, olha uma obra e pensa: “eu poderia pintar isso”, de certa forma ela pode até ter razão. Você não precisa ser um gênio para estar num museu hoje em dia, você precisa de sorte e bons contatos que te farão ser uma celebridade. Não há méritos nessa menina do filme, mesmo que ela seja mesmo a autora de todos os quadros, ela só pinta. O que vem depois é um mercado que aceitou aquilo por seu valor excêntrico. 25.000 dólares são para o contexto. Eu não vi valor estético nenhum nos quadros dela, pra alguém pode ter, isso é relativo.

É triste ver como os objetos artísticos se tornaram peças de investimento. Por isso que eu prefiro o mundo da fotografia, do cinema, da arte reprodutiva em geral. Porque nela dificilmente se envolve um valor absurdo mercadológico, e sim um valor estético, mesmo nesses filmes americanos de só explosões e tudo mais que vendem milhões, apesar de existir uma intenção voltada para o lucro, muita gente gosta de ver pelo aspecto majestoso e sublime dessa coisa BOOOM, CABOOMM, CRASH. Não deixa de ser um grande valor estético que as pessoas encontram.

O filme em geral é bacana, gostei como o diretor e o próprio filme passaram a ser personagens no final. Ultimamente vendo esses documentários legais da até vontade de fazer um, quem sabe um dia eu faça :D …Ah, só pra informar, o nome da menina é Marla Olmstead (clique para uma busca no google imagens)

back and forth

26 de novembro de 2009
poker

royal straight flush

Pôquer é um jogo legal, porém tem uma certa dependência de que ele só se torna mais atrativo com apostas. É muito mais um jogo de postura, do que de cartas. Joguei no começo do ano nesses pôquers online da vida, comecei com 50. Um dia depois estava com 95, parecia fácil. Eu havia criado uma estratégia séria pra não virar um viciado idiota, se conseguisse  dobrar eu sacaria os 50 que gastei e jogaria apenas com o ganho. Como foi muito rápido passar do 50 pro 95 esqueci da estratégia e virei um viciado idiota. Uma semana depois, já havia perdido tudo, 95 —> Zero. Oh noes, me senti a pessoa mais derrotada do mundo. Pensei que nunca mais jogaria.
Depois de uns 6 meses depois de lembrar da derrota bateu a vontade de recuperar o dinheiro. 50 dinheirinhos de novo(saldo -100), ganhei um pouquinho, fui pra 60, mas uns dias depois já estava com uns 35. Sentia o título de “Loser Pro” se consolidando em mim. Parei por uns 2 meses com esses 35, pensando em esquecer o dinheiro.
De certa forma deu certo, joguei semana passada não pensando no dinheiro e em recuperar e tal, resultado: 35 —> 95, dessa vez já saquei os 50 pra não cair na tentação (saldo -50)…sobraram 45 na conta ainda, mas eu queria os 50!! de volta. Ontem joguei de novo, 45 —-> 88, saquei 50(saldo Zero. Êêê). Sobrou ainda 38. Acho que vou deixar lá um tempo pra jogar depois, agora sem peso na consciência, e sem perdas. Ou sacar e esquecer esse jogo.

Enfim, eu sempre tiro uma boa moral da história, as vezes a gente tem que deixar algo acalmar, pra depois voltar…na volta você vem carregado de um outro espírito, idéias ou clima que pode fazer a diferença. E isso vale pra tudo na vida, não só pôquer, óbvio. Mas eu fiquei imaginando o que eu passei numa escala maior. Esses caras que perdem a vida nos jogos.

Analogia inespesrada

20 de novembro de 2009
Dou

Doug após marcar encontro com Paty

e3_3_1_8d_french_art20

"A Dança", 1910. Óleo sobre tela, 260 x 391 cm. Henri Matisse

O Lutador (2008) 7

13 de novembro de 2009
"só quero que você não me odeie."

"só quero que você não me odeie."

Depois de assistir Réquiem para um Sonho e A Fonte da Vida recentemente, eu fiquei curioso pra assistir o último filme do Aronofsky. Gosto de assistir o filme sem ler a sinopse, acho que já citei isso aqui. No máximo ler umas palavras-chaves, no caso era “lutador aposentado”…só conhecia isso e o pôster.
Bem, é um drama tanto quanto os outros 2 filmes citados, e imagino que o Número Pi também seja, que agora fiquei com vontade de assistir pra completar os longas aronofskianos, haha. Como eu disse não gosto de ler sinopses, então vou evitar fazer do post uma sinopse, vou tentar escrever mais ou menos o que senti assistindo o filme sem contar muito da história. Bem, tem umas coisas parecida com a direção do Gus Van Sant, aquela coisa de seguir o personagem com a câmera e tal, tipo tentar fazer você se sentir o personagem e ao mesmo tempo um olhar pra dentro de si.
No filme tem um lance meio “no coming back” que é muito real, tudo que podia ter sido e não foi…essas coisas são problemáticas, ações ou atitudes que você deixa de tomar que um dia você poderá se arrepender, e que dificilmente terá volta mesmo. E é interessante como essas coisas só vem a tona anos depois, o click no cérebro de algo que te faria, possivelmente, estar vivendo e sendo alguém com outras conexões de interesses, outros amigos, outras vontades. Difícil escolher o melhor caminho das coisas da vida, porque mesmo tentando não ter arrependimentos, estamos em uma constante mudança. É escolher uma direção com uma bússola eternamente desregulada, às vezes mais, às vezes menos.

Um pouco mais. Um pouco menos. Tem uma cena engraçada disso no filme :)

marcas

marcas

Tem uma imagem que representa isso que eu quis dizer, que a vida deixa marcas que poderiam ter alterado ou alteraram sua vida. Ambas estarão sempre com você.
Não sei exatamente quanto tempo simboliza 1 linha desse corte na árvore, talvez 1 ano, sei lá.

Enfim, pra terminar uma viagem que pensei agora, somos uma grande expressão de tudo que tivemos contato com nossos sentidos. tudo que vimos, cheiramos, tocamos, ouvimos, comemos. Ou seja, tudo é uma coisa só, expressa em corpos.

E o filme ficou pra trás. Mas tem haver com o que eu falei. Recomendado, mas eu prefiro a Fonte da Vida =D

Bamboleamento

11 de novembro de 2009

bamboleamento
[De bambolear + -mento.]
Substantivo masculino.

1.
Ato de bambolear; bamboleadura, bamboleio. [Var.: bambaleamento. Sin.: bambaleadura, bambaleio.]

Eu imaginei num primeiro momento que isso seria uma derivação do objeto bambolê, porém é o contrário. Mas enfim, pensando no bambolê eu lembro desses programas que levavam aquelas mini-pessoinhas que bamboleavam com 50 bambolês, ou sei lá quantos. Eu sempre achei meio bizarro essas coisas de crianças que fazem coisas incríveis(!!!), tipo aqueles meninos que decoravam roboticamente todas as capitais e bandeiras do mundo. OKAY, eu tenho uma tese de que quase todos os meninos tinham muito interesse em Atlas quando pequenos, baseado em enquetes com amigos haha. Mas enfim, esses meninos que decoravam tudo e iam no Gugu ou programas do gênero eram bizarros. Porque eles respondiam sem pensar nem um minuto, era tipo realmente no reflexo. Por associação de som, imagino. Acho que nem chegava a refletir ou num pensamento maior. E sei lá, acho que isso faz até mal pra criança futuramente, porque pra chegar no nível que eles chegavam, o pai devia quase ficar o dia inteiro treinando o menino, e ele deixou de aprender muitas coisas na idade dele pra ficar decorando essas coisas.
Eessas coisas eram bem anos 90…Década de 90 foi um período bem tosco, tudo caminhava para isso, logicamente. Anos 80 foi o epicentro, daí 90 só é um reflexo, onde a coisa toda do tosco se preparava para o mundo tecnológico. Acho que de 2000 pra cá tem sido o mundo do artificial, como disse nesses últimos posts. E a próxima década tenciona ser do mundo voltado mais pra Terra, essa coisa ambiental e tudo mais. Espero que não seja tão falso, como aparenta ser. Vamos ver.

Eu tenho uma dúvida besta sobre um termo, mas que acho que só o tempo responderá, se a década de 10 e 20 são os períodos de 1910, 1920, como chamaremos o período entre 2000 e 2010, 2010 à 2020?

Quando vem essas palavras bizarras eu sempre tenho que desviar o assunto do post, hahaha. Mas enfim, sobre bambolês, só sei que na escola na aula de educação física a professora dava uns exercícios com esse treco, e eu era muito tosco. Sou tosco. Se bem que não me interessava e nem interessa ser habilodoso no bambolê. Deixa isso pra Carla Perez nos anos 90.