Eu imaginei num primeiro momento que isso seria uma derivação do objeto bambolê, porém é o contrário. Mas enfim, pensando no bambolê eu lembro desses programas que levavam aquelas mini-pessoinhas que bamboleavam com 50 bambolês, ou sei lá quantos. Eu sempre achei meio bizarro essas coisas de crianças que fazem coisas incríveis(!!!), tipo aqueles meninos que decoravam roboticamente todas as capitais e bandeiras do mundo. OKAY, eu tenho uma tese de que quase todos os meninos tinham muito interesse em Atlas quando pequenos, baseado em enquetes com amigos haha. Mas enfim, esses meninos que decoravam tudo e iam no Gugu ou programas do gênero eram bizarros. Porque eles respondiam sem pensar nem um minuto, era tipo realmente no reflexo. Por associação de som, imagino. Acho que nem chegava a refletir ou num pensamento maior. E sei lá, acho que isso faz até mal pra criança futuramente, porque pra chegar no nível que eles chegavam, o pai devia quase ficar o dia inteiro treinando o menino, e ele deixou de aprender muitas coisas na idade dele pra ficar decorando essas coisas.
Eessas coisas eram bem anos 90…Década de 90 foi um período bem tosco, tudo caminhava para isso, logicamente. Anos 80 foi o epicentro, daí 90 só é um reflexo, onde a coisa toda do tosco se preparava para o mundo tecnológico. Acho que de 2000 pra cá tem sido o mundo do artificial, como disse nesses últimos posts. E a próxima década tenciona ser do mundo voltado mais pra Terra, essa coisa ambiental e tudo mais. Espero que não seja tão falso, como aparenta ser. Vamos ver.
Eu tenho uma dúvida besta sobre um termo, mas que acho que só o tempo responderá, se a década de 10 e 20 são os períodos de 1910, 1920, como chamaremos o período entre 2000 e 2010, 2010 à 2020?
Quando vem essas palavras bizarras eu sempre tenho que desviar o assunto do post, hahaha. Mas enfim, sobre bambolês, só sei que na escola na aula de educação física a professora dava uns exercícios com esse treco, e eu era muito tosco. Sou tosco. Se bem que não me interessava e nem interessa ser habilodoso no bambolê. Deixa isso pra Carla Perez nos anos 90.
Bem, um assunto perdido que já pensei há muito tempo e preciso registrar. O quanto vivemos no mundo das coisas artificiais, nesse caso em específico foi uma revolta minha que começou com a essência de coco. Eu gosto de tomar tang de vez em quando, é aceitável com gelo numa tarde quente. Nunca substituirá um suco de verdade, óbvio. E o problema é exatamente esse, nunca substituirá, mas está substituindo! As pessoas consomem mais fanta sabor laranja do que laranjas de verdade. Ah, e o tang tem a audácia de escrever grande 1% de polpa de fruta. 1% !! Tipo o laranja da fanta é puro corante, se tirassem o corante a gente iria estranhar, daí eles põe corante pra gente entrar na fantasia. Artificialidades malditas. Nunca mais tomo tang, nem fanta. Pelo menos a Coca não me engana, ela é artificial assumida. Zuera, preciso parar de tomar coca também. Mentira, não gosto de ser radical, vou tomar mas sem exageros, mas sempre vou tentar lembrar nos goles que estou tomando um liquido que está fingindo ser quem não é.
Pra terminar, uma coisa que eu pensei hoje, a sociologia/política do papai noel. Na verdade ele a grande representação do limite entre o socialismo e o capitalismo. Como diria o Velhas Virgens, “papai noel filho da puta…aquele porco capitalista.”, porém esse é apenas o lado real da coisa, os pais vão lá comprar os presentes das malditas grandes corporações, é apenas mais uma data comercial do consumismo e do capitalismo selvagem(ufa, parece mais real se eu entro no clima). Porém o outro lado fantástico é pensar nele como o grande socialista, distribuindo e partilhando presentes para as crianças de todo o mundo. O papai noel é de todos, e todos estão abarcados por sua divisão de bens justa.
Então suprimiremos a discussão de teorias de Rousseau e Hobbes(acho), na verdade só vamos alterar os termos, não mais nos importaremos se o homem nasce bom e a sociedades corrompe, ou se nasce mal e a sociedade torna bom…vamos falar assim agora, como criança, o homem nasce socialista acreditando no papai noel e em utopias, e a sociedade o transforma em capitalista ao se deparar com a realidade. Obviamente existem exceções nas novas teorias, tanto quanto nas velhas.
O diretor é o Aronofsky, de ‘Réquiem para um sonho’, ‘Número Pi’ e ‘O Lutador’. É muito complicado tentar explicar a história desse filme. Ele se constrói no passar das cenas, não pretende ser um filme padrão contando uma historinha explicadinha. Se concentra no que acha importante, que é entender o que é a vida e o que é a morte, e quais são nossos limites em aceita-la, ou lutar contra. Outro dia escrevi sobre a morte, e naquele post eu falava sobre a minha consciência racional do que é ela, porém o que eu penso, numa abrangência maior cósmica ou sei lá o que, é exatamente o que esse filme mostra, e até escrevi algo naquele post que se aproxima de uma coisa desse filme, de ‘enviar minhas energias pra algo ou alguém no meu último suspiro’.
Visualmente considero que é um dos melhores filmes que eu já vi no quesito: saber usar bem os efeitos especiais. Na hora certa, e pra mostrar algo que é totalmente abstrato, mas que ficou muito fiel ao que eu imagino ser a morte/pós-morte. Esse efeito que eu me refiro é o da última cena. E bem, sobre o filme como um todo, é talvez o filme mais bonito que já vi na vida. Porque toca num assunto que é da nossa essência, e se algo desse tipo é feito com muita qualidade não tem como não sentir na pele.
Estréio minha nota 10 pra esse filme.
Tudo que tem algo muito humano me agrada. E como eu disse no post do waking life, das coisas essênciais da vida que deixamos pra trás, nesse mundão onde as coisas simples são escondidas e o mundo artificial reina sobre o natural.
Bem, não comentei sobre a história do filme, mas vou botar as tags do post relacionadas ao tema: “adão e eva”, “árvore da vida”, “árvore do pecado”, “civilização maia”, “conquistador”, “escritora”, “espanha medieval”, “pesquisador”, “teste com animais”
Esqueci de comentar algo importante…quem indicou esse filme foi a Olívia. E o engraçado é que ela me indicou e eu assisti primeiro do que ela =D
Existe uma frase genial pronunciada pelas mães, que diz muito sobre a imaginação infantil. Um tutorial para ações naturais de mães ensinaria:
Após uma travessura do seu filho(a) dobre o cotovelo e estique a palma da mão, deixando-a virada para o rosto. Faça pequenos movimentos laterais com a pulso e diga: “Você vai ver uma coisa”, sempre olhando diretamente nos olhos. Imediatamente a criança te obedecerá. Após 2 semanas de uso, o movimento já pode ser suprimido…
pega essa, júnior
Crianças são fantásticas, e nada melhor como arma do que usar sua própria imaginação. Deixar ela imaginar qual ‘a coisa que ela veria’ é totalmente assustador. Crianças de hoje em dia então, com esses jogos e desenhos violentos, pense no que eles imaginam. Que a mãe vai sacar uma bazooca, provavelmente.
Se bem que hoje em dia as crianças estão tão avançadas que elas mesmas já sabem que a melhor arma é a palavra mesmo. Eu já presenciei umas cenas bizarras de mãe+filho com xingamentos pesados. E tem umas crianças más, que quando descobrem que xingar as mães no mais baixo nível provoca o choro, fazem com efeito. Engraçado é que antigamente quem chorava nessas brigas era o filho, hoje em dia é a mãe.
Mas eu sei que ainda existem crianças boazinhas, por isso amanhã hoje vou comprar um saco de balas e chocolates pra eles, quando vierem aqui na porta de casa com “gostosuras ou travessuras” do Dia das bruxas Dia do Saci.
O Celso já havia comentado comigo faz tempo desse filme, e me colocado medo dizendo que seria difícil acompanhar as idéias se eu assistisse com legenda. Realmente é meio complexo, mas também não se pode querer absorver tudo o que o filme quer passar. Enfim, fiquei mó tempo por assistir, daí outro dia a Natasha assistiu e me recomendou, inclusive ela pirou na trilha sonora. Uma espécie de tango bem humorado.
"hey, are you a dreamer?"
O filme é uma grande viagem, o tema é o estado de consciência. O grande ponto é o sonho, e o filme inteiro é a luta de um menino tentando entender sonhos dentro de sonhos, depois tentando entender a própria consciência e sua situação de eterno sonho. Mas o filme não se resume apenas a sonhos, dentro desse tema ele também nos faz refletir sobre estados de consciência enquanto estamos acordados, como em duas cenas interessantes: quando ele dialoga com uma moça sobre a falta de se sentir humano com a rotina meio mecânica-formal da sociedade, e em outra cena onde um homem dentro de um carro em movimento com alto-falante discursa sobre o estado inerte da consciência na aceitação dessa mesma sociedade. Quase o homem da pamonha em seu momento filosófico.
Não poderia deixar de mencionar que o filme tem uma parte visual bem inovadora, ele usou um filtro no vídeo que separou os tons e formas em camadas, e partir disso, aparentemente, interveio com animações de detalhes, expressões e movimentação das camadas. Esteticamente é bem resolvido, porém tem problemas práticos, pois cansa um pouco a vista assistir as numerosas cenas onde o fundo e a figura estão quase brigando. Mas talvez sejam necessárias pra idéia que o filme quer passar, e quer que o espectador sinta.
Enfim, ótimo filme pra pessoas como eu que gostam de ficar refletindo sobre a vida. E certas verdades, e coisas essenciais que deixamos de lado.
A nozomi disse que eu preciso desenvolver melhor as idéias quando escrevo. Que está ficando muito vago. Nunca é demais repetir que só escrevo aqui pra treinar a escrita mesmo, então, comentários negativos são sempre positivos pra mim, nesse caso. =D
Falem mal ai via comentário, pô. Se é que mais alguém lê, além da nozomi.
Bem, acabei de ver o filme do Tarantino no Espaço Unibanco. A meia de quinta-feira não é mais 2,50 :[, voltou a ser 4,00. No entanto, a quinta cinematográfica, nome que era dado a promoção, passou a valer para a pipoca(!!). Com um vale você pode comprar um saquinho pequeno por 2 reais. Eu não comprei. Fato interessante(?): Deixei minha carteira cair na hora de ir pra fila, e nem tinha percebido, daí uma moça gentilmente perguntou se era minha e me devolveu. E eu sou muito torto pra responder a coisas inesperadas e ao invés de falar "obrigado", eu disse "desculpa"...mas tudo bem, também vale por ela ter tido o trabalho de pegar a carteira do chão.
Então o filme. Gostei bastante. O humor dos filmes do Tarantino é sempre muito bom. E o tema é tipo a vingança ficcional que mais cedo ou mais tarde iria acontecer. 3 coisas que fizeram o filme ser legal:
• Primeiro esse esquema de separar por "partes/capítulos" sempre funciona muito bem nos filmes dele.
• Tema interessante. O roteiro ficou meio bagunçado, mas o mote do filme e os diálogos são geniais, como sempre.
• E porque os personagens são muito bem criados, acho que ele deve passar mais tempo criando os personagens do que a história em si. E complementando isso, a igualmente muito boa, escolha dos atores.
É a prática.
O Brad Pitt muito bom, gostei daquele cara que faz o Hans Lada(o caçador de judeus), do Donowitz(urso judeu) que tem cara de insano, da Shoshanna, do Stiglitz haha e do Goebbels. Todos esses são legais nessa somatória: bom personagem + ator bem escolhido. O mesmo não vale pro Hitler, achei bem ruinzinho o ator, nem daquele herói nazista, que o personagem é bem legal, mas com aquele ator ficou zuado. Mas enfim, a maioria de qualidade vence .o/
Tarantino é bacana. Acho que ele já atingiu o ápice. Ele construiu um estilo bacana, aplica em todos os filmes que continuam tendo o mesmo clima sem ser repetitivo. E quando digo o ápice, eu digo que eu não crio expectativas de que ele vai conseguir se superar em filmes novos, simplesmente sei que vai ser o filme muito bom que eu vou gostar bastante. O único defeito dele é apoiar o Robert Rodriguez >.<, hahaha. Mas enfim, bastardos recomendado.
Baixei nesse feriado do Dia das Crianças as três primeiras temporadas do Doug. Reassistir me fez pensar o quanto sou uma pessoa feliz por ter crescido assistindo um desenho desses. Falo isso comparando com os desenhos atuais. Tenho medo da futuração geração Maysa. Mas enfim, tentarei te convencer a ter vontade de reassistir com essas 2 imagens.
Bem. É um desenho demais. Acho que tem umas coisas muito interessantes que só percebi melhor agora reassistindo, a trilha sonora é realmente muito boa, e o desenho tem tipo uma alma meio subliminar de beterrabas(!!) Tipo, muitas vezes mostra eles comendo um prato inteiro de beterraba, a banda de rock famosa lá chama Beets, e outra coisas.
"Nunca mais vou lavar essa mão. (costelinha deixar cair sorvete na mão de doug) Bem, talvez só uma vez"
"H-H-ey Doug, poderia tirar meu pé de dentro do meu bolso...Obrigado"
desescalada [De des- + escalada.] Substantivo feminino. 1.Redução progressiva de uma atividade guerreira. 2.Retirada progressiva de armas potentes numa guerra. 3.Retirada progressiva de tropas numa guerra. 4.Redução de armamentos.
O dicionário é um lugar legal, eu acho interessante como existem muitas palavras que poderiam ser usadas e não são. Desescalada, por exemplo. Escalada é uma palavra conhecida, geralmente usada para representar uma situação de escalar algo, mas também como progressão sobre algo…e portanto desescalada poderia ser usada também, mas não lembro de ter visto ela em nenhum lugar, além de hoje no dicionário. Uma vez eu descobri que existe a palavra trilema, e não apenas a famosa dilema. Dilema para duas opções difíceis sobre alguma decisão, logo, trilema para três.
Pelas definições ali de cima, desescalada deveria ser algo usado especificamente para guerras. Guerra não é uma coisa legal, mas é um método eficiente de decisões. Porque as pessoas são e sempre foram muita confusas, e discussões nunca funcionaram muito bem, então o que eles faziam: “guerra”, quando o racional descobre que a própria racionalidade não vai levar a nenhuma resposta muito imediata, então se ‘liga’ o irracional.
Eu desacredito um pouco de que hoje o mundo é um lugar mais pacifico por causa de uma possível consciência mundial depois da “bárbarie” da 2ª Guerra…sendo um pouco maquiavélico, penso que é muito mais plausível ser em decorrência de que com a globalização, industrialização e etczação o ser humano “deixou” de sonhar. Acabaram-se os ideais. O que move uma guerra? Armas? Não, o que move são os ideais, se fosse por armas estaríamos na maior guerra de todos os tempos. Que tipo de mundo pacífico é esse, que um país não bélico se importa com a compra de caças? Que tipo de mundo pacífico se discute a diminuição de ogivas nucleares, ao invés de discutir o fim delas? Será que estamos num mundo que já superou a guerra mesmo? Ou será que só estamos esperando novos ideais? Para utilização após verificarmos que o racional mais uma vez não funcionou. Então boom, de novo.
Tenho um pouco de receio porque a Arte sempre prevê situações universais. A Arte atualmente está morta. Não morreu, mas está morta. E 2012 tá logo ali.
Eu gosto muito dessas previsões, porque sei que elas nunca são certas, mas acho legal imaginar que algum louco vai comprar a idéia, e ele mesmo fará acontecer acreditando. Tipo uma previsão falsa, mas que se auto alimenta tornando-se uma previsão verdadeira.
Esses dias eu estava lembrando de como eu gostava desse programa.
Achava demais os produtos gigantes que os competidores tinham que achar. Quase tudo na vida é feito para escala humana, e é legal encontrar coisas fora dela. Claes Oldenburg é um artista da chamada Pop Art que trabalhou com isso, objetos do cotidiano em escalas gigantescas.
Outro dia eu vi uma embalagem gigante de protetor solar como propaganda na catraca do metrô brigadeiro, esse ‘advento’ da publicidade com certeza só é considerado algo normal hoje por causa da visualidade que a pop “criou”, na verdade só revelou algo que já tendia a acontecer. Aliás, isso é uma dúvida que eu tenho, será que um individuo ou um grupo pequeno consegue ser realmente muito genial a ponto de criar um novo paradoxo, ou será que o engrenar da sociedade como um todo é o que gera as mudanças, e um grupo ou indivíduo só atua como um Fatality final? Talvez existam as duas coisas. Vou considerar isso então. Post chato, todo post chato(mais chato do que o normal) eu coloco na categoria post fail.